domingo, 29 de maio de 2011

Linguagem popular à vontade

Depois de tantas leituras, de ler vários comentários, achei as respostas para as minhas tantas perguntas sobre o livro que foi adotado pelo MEC para a Educação de Jovens e Adultos (EJA).  
A polêmica é grande. Muitos estão contra e existem muitos questionamentos, partindo de mim, porém me achei quando lembrei da nossa Constituição. Há um tempo, se pedisse para eu ler o que estava escrito ali, não iria entender nadica de nada. Ainda, nos dias de hoje, tenho que andar com o meu amigo dicionário para poder entender algumas coisas que ali estão. Quando eu pegava a Constituição Federal, não tinha a mínima vontade de ler, achava muito irritante por não entender nada. A partir disto, pensei: Como deve ser difícil para os alunos, que vieram de uma classe menos favorecida, conseguirem entender e se interessarem por algo que não está de acordo com a realidade deles.  
Acredito que um dos motivos que se pensou em modificar um pouco mais do livro didático para a EJA, foi para que os alunos sintam-se à vontade e tenham prazer em adquirir o conhecimento. Não é somente a língua que está em jogo e sim o falante e a sua vivência. O livro é um “para início de conversa”, ou seja, a coisa não é difícil como você, aluno, pensa.  
Segundo Bagno “Seria mais justo e democrático dizer ao aluno que ele pode dizer BUnito ou BOnito, mas que só pode escrever BONITO, porque é necessária uma ortografia única para toda a língua, para que todos possam ler e compreender o que está escrito.” É importante ressaltar que a escola continua sendo o lugar que proporciona essa compreensão, com ela o aluno aprende ou deveria aprender a escrever de acordo com a ortografia oficial.
As palavras como “os livro” e “nós pega o peixe”, que estão sendo tão expostas, serão aceitas na linguagem verbal e serão explicadas quando se tratar da linguagem escrita. Bom, isto não fica difícil de entender, porque o Brasil é um país com uma diversidade cultural imensa, cada povo com sua cultura, cada um com sua gramática particular, sendo assim, não cabe o preconceito quanto à linguagem ou quanto à maneira de se expressar.
Quando relembrei uma parte do livro “Preconceito linguístico” de Marcos Bagno, respondi algumas perguntas que me fazia.
“É preciso garantir, sim, a todos os brasileiros o reconhecimento (sem o tradicional julgamento de valor) da variação linguística porque o mero domínio da norma culta não é uma fórmula mágica que, de um momento para outro, vai resolver todos os problemas de um indivíduo carente. É preciso favorecer esse reconhecimento, mas também garantir o acesso à educação em seu sentido mais amplo, aos bens culturais, à saúde e à habitação, ao transporte de boa qualidade, à vida digna de cidadão merecedor de todo respeito.”

Acredito, diante de tantas coisas que li, que estão fazendo uma “tempestade em um copo d’água”. É importante, antes da gente se posicionar, procurar saber o que realmente está acontecendo, procurar conhecer o assunto ou o causador do ”problema”, porque a mídia e até mesmo as pessoas que nos cercam, muitas vezes, jogam a notícia no ar de tal maneira que influencia negativamente.
De tantas opiniões que li, aqui estão duas:
·      Presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Marcos Vilaça, criticou nesta segunda-feira a adoção, pelo Ministério da Educação, do livro "Por uma vida melhor", que aceita o uso da linguagem popular com erros como "nós pega o peixe".

Leia mais sobre esse assunto em
http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2011/05/16/para-presidente-da-abl-livro-adotado-pelo-mec-valida-erros-grosseiros-924478589.asp#ixzz1NVHTr0so
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Vicente Celestino 21/05/2011 9:03
Acho que o MEC acertou em escolher o livro em destaque. Na verdade o livro não ensina a falar errado, a obra discute o uso da língua popular, o que está bem presente em todos os departamentos de nossa sociedade. Certamente um bom professor de Língua Portuguesa saberá usar adequadamente a obra em sala de aula. Se a norma padrão fosse a única adequada em todos os contextos, então Luís Gonzaga, Patativa do Assaré e ou Chico Bento deveriam ser corrigidos?
http://colunistas.ig.com.br/poderonline/2011/05/12/livro-usado-pelo-mec-ensina-aluno-a-falar-errado/livro_mec/

Então é isso pessoal!! Em minha opinião é compreensível a proposta do livro que, segundo o MEC, foi distribuído pelo Programa Nacional do Livro Didático para a Educação de Jovens e Adultos (PNLD-EJA) a 484.195 alunos de 4.236 escolas.

Abraços
Cristina Calazans

terça-feira, 10 de maio de 2011

Irresponsabilidade nos Passeios Escolares


É a segunda vez que permito que a Natalia (minha filha) vá a um passeio escolar e me decepciono.
A primeira vez foi em 2009 (ela tinha acabado de fazer 11 anos) em uma escola de Resende. Liberei para ir ao passeio escolar de final de ano em um hotel fazenda. Foram dois dias que me trouxeram muitas dores de cabeça.  
Pensando que a escola era bem organizada e preocupada com os alunos, na maioria das atividades escolares demonstrava-se isto, senti-me a vontade de permitir e confiar. Pois bem, não deu certo. A diretora e a coordenadora resolveram ficar se bronzeando, enquanto a minha filha era atirada na parte funda da piscina e sendo empurrada da corda bamba (tinha um lago embaixo) por uma colega. Segundo ela e outra colega que lá estava, a Natalia ficou aos berros pedindo para que parasse porque estava balançando muito.... No episódio da piscina, a Natalia foi tentar resolver sozinha conversando com o colega que a empurrou, já no da corda, ela resolveu conversar com as “responsáveis” (diretora e coordenadora). As duas reuniram o grupo para, ironicamente dizer: “Cada um tem que saber o seu limite, por isto, se alguém aqui não sabe nadar ou tem medo de ir a algum brinquedo, não vá!!...”  Dá pra acreditar?! Desde quando crianças e adolescentes sabem seus limites? Ao invés delas pedirem para que não usassem de brincadeiras que poderiam machucar os colegas, para que respeitassem o limite do outro, elas tiveram a “brilhante” ideia de podar o aluno em suas tentativas de arriscar em acabar com o seu próprio medo ou insegurança.
 Se soubesse que elas iriam ficar se bronzeando ao invés de se comprometerem em observar, cuidar as duas turmas (6º e 7º ano), não teria me empenhado autorizando a ida da minha filha.   
Quando chegaram do passeio, a diretora e coordenadora não me olhavam nos olhos. Ali mesmo pensei: Houve alguma coisa! E não deu outra!
Depois desse ocorrido, só liberava os passeios quando era aula passeio. No entanto, ficava inquieta pensando que tenho que soltar mais as minhas filhas, que sou muito chata, que tenho que deixar elas se virarem.... Pensando nisso resolvi liberar, no dia 05/05, para o passeio da escola dela aqui em Alegrete. Permiti, mesmo sabendo que era só passeio e não aula passeio, que fosse para Porto Alegre (exposição do Titanic e Museu de Ciências e Tecnologia – PUC). Foram alunos do ensino fundamental II e do ensino médio. A Natalia estava muito empolgada, porque ela adora a história do Titanic e, desde que saímos de Resende, ela estava querendo muito ir a esse Museu, porém, dois dias antes, ela ficou sabendo que somente duas colegas da sala iriam e que uma delas iria com a mãe, também professora da Natalia, e a outra tinha amigas em outras turmas. Depois que ela soube disto, ela quis desistir, mas queria ir, sabe como são adolescentes: “vou ficar sozinha, só conheço as duas meninas...” Essa fase (12 anos) já começam a manifestar maior equilíbrio, mas, ainda assim, demonstram receios, muitos questionamentos. Eu, fazendo o meu papel, dizia: Que isso minha filha, você vai conhecer pessoas novas, vai conhecer lugares diferentes....
Antes de entrar no ônibus a Natalia conversou com uma das professoras dela, disse que queria desistir.... A professora garantiu que iria dar atenção e que iria entrosá-la com outros colegas.... A Natalia se animou. Tentei conversar, explicar a insegurança da minha filha para essa mesma, literalmente, professorinha, mas ela não deixou terminar se quer uma frase. Ela estava na escada do ônibus e dali mesmo, na frente de um monte de pais, aproveitou para fazer um discurso demagogo e debochado. Aquela pessoa dizia em voz bem alta, não tem nada haver ela desistir (também achava isto), ela vai ficar lá com todo mundo junto (era o que eu esperava), imagina... e balançava a cabeça indicando recusa. Saí de lá falando com o meu marido: Não importa a maneira conforme ela se colocou (quem sabe ela queria aprovação em demasia, logo, autoestima baixa, logo, autoafirmação), o importante é ela fazer o que discursou.
Pois bem, além de terem esquecido três jovens em um dos shoppings na parte da tarde, à noite eles foram passear em outro shopping da cidade e quem ficou perdida, sozinha, foi a minha filha. A Natalia soube da perda dos três jovens depois que ela se perdeu, porque a professora relatou para ela o fato ocorrido como um exemplo de um acontecimento normal. A diferença dos fatos é que os três jovens se conheciam e estavam juntos.
No momento de comprar um sorvete dentro do shopping, pediram para que depois que a Natalia comprasse, encontrasse com elas em determinado lugar, até aí tudo bem.  Assim que ela comprou o sorvete, foi ao local combinado e não tinha ninguém lá. Olha, foi mais de uma hora de angústia. Graças a Deus que existe o celular, fiquei em contato com a Natalia e tentando entrar em contato com alguém da excursão. Em uma das ligações que fiz para avisar que elas achassem a minha filha que estava perdida dentro daquele shopping que, segundo a Natalia, estava lotado, antes de desligar o telefone, ouvi: “Onde deixamos a Natalia?...” .
Não esperaram para comprar o sorvete e caminhar todos juntos, por quê? Ninguém soube me explicar. Fez-se um discurso visando à vaidade, só de aparência. Falta de profissionalismo e de responsabilidade.    
Tive que chamar todos de irresponsáveis.... Lembrei para elas que, tanto pelo comportamento quanto pela Lei 8069, minha filha é adolescente e não adulta - Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade, digo isso, porque, como falo sempre, muitos pensam que por serem adolescentes e não mais crianças, então, que se virem!! Lembrei palavra por palavra para a professora que discursou. Foi um desgaste emocional muito grande.
Garanto que se eu escrevesse aqui os detalhes e mais algumas partes dessa história, mesmo vocês que não têm filhos, iriam à loucura.
         Infelizmente, mais um caso que não aconteceu ou acontece só comigo, pois já escutei vários relatos de mães que acompanham, se preocupam e, acima de tudo, educam seus filhos, passaram por situações parecidas.
Sei que algumas colegas que são professoras não gostam muito quando falo o que penso e/ou como está o professorado, no entanto, não posso me calar porque a banda podre da educação está crescendo cada vez mais. Não é somente aqui, não é somente em escolas públicas, é num todo.
Amigas (os) professoras (res), quando forem organizar ou participar de um passeio organizem também a mente para que não pensem que vão a fim de bater perna, tomar sol, fazer compras no shopping e sim para organizar, orientar, cuidar, observar os alunos. Se para se divertirem têm que deixar as responsabilidades de lado, é melhor que não se divirtam, neste caso, o momento de diversão deve ficar para quando estiverem fora do ambiente de trabalho. Educadores -Profissionais é o que precisamos!!  

domingo, 8 de maio de 2011

Mãe! Educadora

Ganhei das minhas filhas. Muito lindo, uma declaração de amor!

Mãe que educa.
Que acompanha seus filhos na vida, na escola.
Que tem interesse de perguntar e ouvir.
Mesmo com o tempo curto, separar uma hora para ir à escola e se informar a respeito do comportamento, do conhecimento adquirido, conversar com a professora para saber como está o filho,  é muito importante. A mãe educadora olha a agenda, o que pode parecer menos importante, mas faz parte do processo.
Participar das reuniões. De repente por conta do trabalho, do tempo cheio, não dê para participar de todas, mas não deixar de aparecer ou ligar para escola para receber as informações com os responsáveis da reunião e se integrar com o que foi dito e/ou combinado, influencia no procedimento educativo, afinal de contas, o nosso filho, a educação, o desenvolvimento dele não deve está em segundo, terceiro, quarto... plano.
Tentar conciliar trabalho/filho, pois quando algo grave acontece, o tempo aparece!!  Para não chegar ao extremo é melhor prevenir.
Olhar os cadernos para saber o que está sendo ensinado, como está o capricho e a organização, também vale a pena.
Acompanhar as tarefas. Quando se chega do trabalho pode ser que já estejam prontas, mas dar uma olhada tem utilidade no processo.
Estabelecer horário para estudos, se não for assim, provavelmente, ficarão em frente à TV, do computador, ouvindo músicas, dormindo, conversando com os colegas, enfim, fazendo qualquer coisa, menos estudando.  Estudar as disciplinas mais difíceis no primeiro momento do estudo, para que as mais fáceis sirvam como “descanso”, ajuda bastante.
Conversar para saber como foi o dia, como estão indo as amizades, mas nada de perguntas assustadoras e impostas, precisa ser um momento espontâneo.
Não se preocupar com as notas e sim com o conhecimento que está sendo adquirido. É melhor que fiquem em recuperação do que sair de uma série com muitas deficiências.
Respeitar sempre a professora, mesmo que esta cause a provocação. É mais justo adultos frente a frente para resolver os problemas de comportamento em sala de aula ou na escola, do que ensinar ou incentivar crianças e/ou adolescentes a enfrentar os responsáveis pela instituição ou pela turma.
Educar para saber lidar e respeitar o diferente, o novo, sendo assim, a probabilidade da prática do bullying poderá diminuir consideravelmente.
Vale ressaltar que não existem receitas para nada na vida, até as receitas prontas, dependendo de quem faz ou receite, não dá certo. O que vale é estar sempre colocando o papel de Mãe em prática, mas para isto é preciso observar o que está acontecendo em nossa volta, avaliar o que está sendo feito e o efeito disso, não deixando de realizar as modificações necessárias para que nossos filhos sintam-se seguros, amados e a partir disto conseguiremos colaborar com a formação do caráter do educando, ou seja, nossos filhos.

Nossos filhos: O mundo do amanhã.

FELIZ DIA DAS MÃES!!

Cristina Calazans, antes de tudo, Mãe!!

domingo, 17 de abril de 2011

Bullying - Falta de atenção...



Muitas dúvidas sobre o bullying estão sendo manifestadas na tv, na Internet...com muita frequência. Estive analisando as reportagens, entrevistas....
Na minha concepção, esse desvio de comportamento que gera atitudes brutais, ocasionando diversos problemas, se dá por falta de atenção. Falta de atenção dos pais e das escolas.  
Não adianta somente a mídia, os livros e os palestrantes abordarem o problema, é importante que o assunto seja discutido frente a frente.
Em casa, será que o pais têm procurado saber como foi o dia do seus filhos? Ou pensam que eles se viram muito bem sozinhos e que devido a correria do dia dia, "não há tempo" para assistir a vida deles.
Muitos pais não procuram investigar, ter conhecimento de como foi o dia do seu filho. Se quer vão à escola procurar saber como está o comportamento, como está a aquisição do conhecimento.
A falta do diálogo e da orientação dentro de casa são alguns dos fatores que contribuem para esse e muitos outros problemas.
Essa manhã, em um programa de tv, a mãe de uma criança que sofreu bullying estava orientando aos pais para colocarem o problema pra fora e que procurassem ajuda.... No entanto, ela não se deu conta que isto ela tinha que ter feito com a própria filha (13 anos), tinha que ter dado orientação, incentivar o diálogo, pois a filha ficou um ano sofrendo agressões verbais sem nenhuma providência tomada. Essa mãe só foi tomar providência quando chegou à agressão física.
O fato é que para haver o diálogo é preciso que os pais se dediquem aos filhos, estimulem a conversa, o bate papo dentro de casa. Lamentavelmente ouve-se muito: "Não tenho tempo". No entanto, quando algo grave acontece, o tempo aparece. É importante ressaltar que a estimulação do bate papo é necessária desde pequenos.
Reconheço que, na maioria das vezes, o dia se torna curto com tantas coisas para fazer, com tantos compromissos para cumprir, porém, a correria do dia a dia, os compromissos, que em grande parte é profissional, não pode tomar o lugar do tempo da família. 
Quanto às instituições de ensino, elas precisam se preocupar em observar atentamente para conhecer e orientar seus alunos. 
Crianças e adolescentes, muitas vezes, ficam "jogados" dentro da escola na hora do recreio, dos intervalos, sem nenhum profissional analisando o comportamento e o momento de interação dos educandos. Deveria existir profissionais analisando, supervisionando os estudantes, principalmente na hora do lazer.
Percebo que falta colocar, através de um processo multidisciplinar, dentro das escolas, o assunto - bullying. Explorar a importância de saber lidar com o diferente, de saber respeitar o limite do outro, o espaço do outro. É necessário, também, que a gestão escolar se conscientize que os orientadores precisam tomar seus lugares dentro das instituições de ensino. Não sabemos quem é o orientador pedagógico ou  quem é o orientador educacional, este último então, não sei mesmo, sumiu! A meu ver, este faz muita diferença no caso do bullying. "Ele trabalha diretamente com os alunos, ajudando-os em seu desenvolvimento pessoal; em parceria com os professores, para compreender o comportamento dos estudantes e agir de maneira adequada em relação a eles; com a escola, na organização e realização da proposta pedagógica; e com a comunidade, orientando, ouvindo e dialogando com pais e responsáveis." (Nova Escola)
Pergunto-me: Qual a dificuldade que uma escola tem, por exemplo, em elaborar uma entrevista escrita ou questionário com seus alunos a cada final de semestre? Exemplo: Você já sofreu preconceitos na escola? Qual a dificuldade em elaborar tarefas (práticas) sobre esse assunto? Sempre procurando enfatizar o problema,  procurando ajudar tanto o agredido quanto o agressor.

O governo poderia nomear mais profissionais para as escolar. Porque o fato de não ter um orientador analisando o comportamento dos alunos, não estar exercendo a sua função, dá-se ao fato de não haver profissionais suficientes dentro das escolas. Muitos são desviados da sua função, da sua formação.
O fato é, volto a dizer, temos que nos preocupar, não só na teoria, mas principalmente na prática, com uma boa Educação, tanto dentro de casa como nas escolas, por parte do governo, mas infelizmente isso não tem acontecido.
Percebo que os adultos pensam que crianças e adolescentes podem se virar sozinhos, não precisam de acompanhamento e geralmente a culpa sempre é do tempo.
Se existisse a preocupação e o compromisso - Educar para prevenir - em acompanhar crianças/adolescentes, cada um (família, escola, governo) faria sua parte e amanhã, quem sabe, teríamos adultos melhores.  


"Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda." (Paulo Freire)



quinta-feira, 7 de abril de 2011

07/11- Tragédia no Rio de Janeiro

É, hoje o Brasil presenciou mais uma tragédia!!
O que mais vamos presenciar?
Não me contive quando comecei a acompanhar as notícias, poderia ter sido a minha filha de 12 anos assistindo tranquilamente sua aula e de repente se deparar com um homem desequilibrado, com uma atitude egoísta, ceifando a vida de inocentes, q não contribuiram para q ele tivesse uma família desestruturada, q não contribuiram, também, para q ele fosse "jogado" na sociedade.
Temos q cada vez mais pensar a Educação, para q alunos ou ex alunos, q não tiveram uma estrutura familiar, não saia por aí tomando atitude inconsequente.Para q jovens consigam, mesmo sem um acompanhamento famíliar, ter uma vida saudável, uma mente saudável e o seu retorno à escola seja somente para agradecer a educação recebida q colaborou formando um cidadão melhor.
Quem sabe, através de uma estrutura educacional, não se consiga apontar e ajudar esses q têm atitudes estranhas, psicóticas.
Pensar a Educação é pensar em um Brasil melhor, em pessoas melhores.
Meus sentimentos as famílias das vítimas dessa tragédia!
Cristina Calazans

sábado, 2 de abril de 2011

Dia 02 de abril - Dia Mundial da Conscientização do Autismo




O que é?

É uma alteração "cerebral" / "comportamental" que afecta a capacidade da pessoa comunicar, de estabelecer relacionamentos e de responder apropriadamente ao ambiente que a rodeia.
Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e fala intactas, algumas apresentam também retardo mental, mutismo ou importantes atrasos no desenvolvimento da linguagem.
Alguns parecem fechados e distantes e outros parecem presos a comportamentos restritos e rígidos padrões de comportamento.
O autismo é mais conhecido como um problema que se manifesta por um alheamento da criança ou adulto acerca do seu mundo exterior encontrando-se centrado em si mesmo ou seja existem perturbações das relações afectivas com o meio.
A maioria das crianças não fala e, quando falam, é comum a ecolalia (repetição de sons ou palavras), inversão pronominal etc..
O comportamento delas é constituído por actos repetitivos e estereotipados; não suportam mudanças de ambiente e preferem um contexto inanimado.
O termo autismo se refere às características de isolamento e auto-concentração das crianças.
O autista possui uma incapacidade inata para estabelecer relações afectivas, bem como para responder aos estímulos do meio.
É universalmente reconhecida a grande dificuldade que os autistas têm em relação à expressão das emoções.
Características comuns do autista:
  • Tem dificuldade em estabelecer contacto com os olhos,
  • Parece surdo, apesar de não o ser,
  • Pode começar a desenvolver a linguagem mas repentinamente ela é completamente interrompida.
  • Age como se não tomasse conhecimento do que acontece com os outros,
  • Por vezes ataca e fere outras pessoas mesmo que não existam motivos para isso,
  • Costuma estar inacessível perante as tentativas de comunicação das outras pessoas,
  • Não explora o ambiente e as novidades e costuma restringir-se e fixar-se em poucas coisas,
  • Apresenta certos gestos repetitivos e imotivados como balançar as mãos ou balançar-se,
  • Cheira, morde ou lambe os brinquedos e ou roupas,
  • Mostra-se insensível aos ferimentos podendo inclusive ferir-se intencionalmente
  • Etc.
Causas:
A nível médico as causas são desconhecidas apesar das investigações e estudos feitos.
Eu tenho feito muita pesquisa e aprendido muito acerca deste e de muitos outros problemas e espero que dentro de algum tempo possa revelar muita da informação que adquiri ao longo de anos.
Tratamentos correntes:
Poucos são os tratamentos actualmente existentes uma vez que os resultados são muito pequenos e morosos.
Os tratamentos passam por uma estimulação constante e por um apoio constante como forma de estimular e fazer com que a criança interaja com o ambiente, com as pessoas e com outras crianças....

Saiba mais aqui: http://dislexia.do.sapo.pt/autismo.html 

Testes: (Lisboa)
Testes de despiste de Dislexia, Hiperactividade; Testes de Desenvolvimento, etc.
Drª Madalena Costa: 91.76.38.222

Conteúdo retirado do site criado por José Carlos Santiago.

sábado, 26 de março de 2011

Minha expressão sincera e espontânea




Olá, pessoal!

Depois de 5 meses.... Confesso que ainda não tenho muito afinco com blog.
Conversando com uma amiga sobre a minha indignação...ela me incentivou a voltar e publicar. Então, aqui estou.

Por que tem que continuar assim?

Estou cada vez mais decepcionada com a Educação.

Muitas vezes me sinto fraca e tenho a impressão que essa educação que leio nos livros, que se tem como proposta e que presenciei em seminários, palestras...é tudo utopia.  Na teoria tudo é lindo, mas na prática é uma "m".
    
Já algum tempo que não tenho o desprazer de presenciar situações onde diretores, professores, coordenadores, pedagogos, enfim, esses que se dizem educadores, contribuindo para  "jogar" na sociedade adultos revoltados e despreparados para lidar com o mundo competitivo, exigente e cheio de diferenças. 

Esses dias tenho me deparado, em algumas escolas públicas, com o comportamento incoerente de alguns "profissionais" da educação. Não é que isso não aconteça em escolas particulares, (acontece, já vivenciei) mas, nessas escolas, eles tratam os alunos menos pior, não porque na maioria das vezes amam educar, mas sim pela pressão financeira. Nenhuma escola quer perder uma mensalidade que está em média R$400,00!! E é por isso que alunos e seus respectivos pais são tratados menos pior em escolas pagas.

No mundo tudo é tão difícil, competitivo e esses formadores brincando com a preparação para o amanhã.
Muitas vezes estão estressados, com problemas particulares e descontam nos alunos, ajudando a desconstruir o pouca ou nada da educação que recebem em casa. Por que não partem para outra profissão? Por que não pedem licença para se tratarem? 

Não aguento mais esses "profissionais" da educação colocando a culpa nos alunos. Qualquer coisa o aluno é o culpado, o aluno não quer nada, o aluno, o aluno, o aluno....Ou vem com o papinho de que a família quer que a escola eduque. Então a escola não tem que estar envolvida com o processo comportamental do aluno? Isso não faz parte da educação? A escola não é transformadora?
Uma professora falou para uma adolescente: "não estou aqui para ficar educando vocês (no sentido comportamental), estou aqui para ensinar". Sei que alguns alunos são ariscos, não querem receber a educação escolar, mas isso não é motivo para berros e descompromissos. Concordo: A mãe ou o papel de mãe os alunos têm q ter, receber em casa, mas se não tiver, fazer o quê?! Escolheu ser professor?!! Então ajude esse educando, que não tem "mãe" ou um responsável em casa, com uma boa Educação, preparando-o para que saiba lidar com o mundo e construir futuramente a família que ele não teve ou não tem.

Quando decidiram ser educadores não sabiam que o salário é uma "m"?  Ficam reclamando do que recebem e fazem disso motivo para não fazerem um trabalho bem feito. Por que não estudam mais para se preparar e partir para algo que pague melhor?!   "Não deve-se ensinar mal porq o governo paga mal" - Lilian Lima.

Ficam arrumando justificativas para os gritos, para o apagador que jogam na cabeça do aluno. Os estudantes teriam que encontrar na escola, em sala de aula, adultos, profissionais que deveriam está preparando, ajudando, formando. Esses professores deveriam ser protagonistas em sala de aula, a fim de propor uma aula dinâmica, criativa, interessante. Segundo Jean Piaget “A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram." No entanto, não encontram nada disso. O que os alunos veem em sala, são adultos discutindo com crianças, se trocando com adolescentes, fazendo birra, criando situações para que os estudantes sintam-se constrangidos, restringindo o senso crítico, pois esses "educadores" não sabem lidar com perguntas, com questionamentos, com a crítica. Contribuem com a falta de estrutura que essas crianças, adolescentes/jovens não recebem em casa e nem do governo. Citando novamente Jean Piaget  "A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe."

Percebo que muitos desses professores deveriam estar aposentados. Estão na ativa para ficar prejudicando os poucos que estão na luta por uma educação de qualidade. Não querem mudar o método, querem insistir em algo que foi adotado século passado. Falando nisso, me lembrei de um seminário que fui e Mário Sérgio Cortella disse: "Há diferença entre pessoas antigas e pessoas velhas...." realmente, pessoas antigas têm uma vivência que nos ajuda a crescer. Sentimos prazer em ter pessoas antigas ao nosso lado, aprendemos com elas, agora, pessoas velhas podem ter qualquer idade, pois até o dicionário diz: é ultrapassado, fora de moda; desatualizado. Quantas pessoas velhas encontramos dentro das instituições de ensino? Seja o diretor, o professor, o coordenador, o pedagogo. Nossa, este último então, nem me fala!! Já viram as caras q as pedagogas fazem?!! Meu Deus!! Parecem as "rainhas do sabem tudo!!". Quando a escola é paga, fazem aquele sorriso que não precisa ser Deus para saber que é pura aparência e ilusão, é só para os responsáveis pensarem que é bem recebido ali. No entanto, cara (o) amiga (o) pode ter certeza, na maioria das vezes, o sorriso não é verdadeiro e vc não é bem visto ali. Já presenciei/senti, várias vezes, essa "simpatia". 

Muitos precisam se aperfeiçoar, se atualizar. Existem tantas maneiras de se aprimorar, mas pra quê? É melhor ficar atrapalhando a vida dos outros. Pra que se aprimorar? E melhor continuar com o método da época que "o início do mundo ainda estava no barro". Colocar em prática desenvolvimento não é para qualquer um, além de ser trabalhoso, tem que colocar a mente para funcionar a todo vapor. 

Diante disso tudo podemos imaginar, se é que vc, como eu, já  presenciou, como fica o ambiente da escola? Nem precisa falar muito sobre isto, não é mesmo? Porque não tem como um ambiente ser bom diante de tantos desacertos.

Reconheço as jornadas absurdas de trabalho em busca de salário, reconheço quando muitas vezes assumem várias salas de aulas ao mesmo tempo devido um colega não ter comparecido ou pela falta de profissional na escola, reconheço o fato de ter que trabalhar com crianças onde seus pais não foram literalmente educados e devido a isso ter que se deparar com situações pra lá de constrangedoras, mas ainda assim nada justifica o fato de um EDUCADOR deixar de cumprir bem o seu papel, deixar de colocar em prática o objetivo da Educação que, na minha concepção, é formar HUMANOS MELHORES. E árduo? Se é! Vale a pena? Claro que vale! Porq "sempre vale a pena qdo a alma não é pequena. Quem quer passar além do bojador, tem que passar além da dor." Fernando Pessoa.

Quer ser um profissional da educação? Ah, quer ganhar pouco? Tem dificuldade em lidar com as diferenças? Dificuldade de se relacionar? Não sabe lidar com críticas? - Porque aluno fala mesmo! Não tem paciência? - Criança e adolescente têm muita criatividade e energia de sobra! A sua autoestima é mto baixa? Não lida bem com a verdade? - Principalmente na faixa etária infantil, eles são muito autênticos. Se as respostas foram negativas, cuidado. Talvez essa não seja a "sua praia".  

Temos que observar - examinar atentamente e não somente olhar, sem causar antipatia, para o ambiente escolar, para os atores escolares, para a educação de hoje. Não podemos cochilar.

Estou saturada, entristecida, como deu para perceber, com essa deseducação que já vivenciei e continuo vivenciando, mas o fato é que não consigo desistir de lutar pelos princípios e métodos da educação e do ensino, já até tentei, mas.... Quem sabe um dia deixo de lado esse "amor bandido".

Então é isso.

Companheiros e companheiras, a luta continua e não pode parar!!







"O grande segredo da educação pública de hoje é sua incapacidade de distinguir conhecimento e sabedoria. Forma a mente e despreza o caráter e o coração. As consequências são estas que se vê." 

Bjus


Cristina Calazans